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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Qual o modelo e o peso ideal da Mochila Escolar?

Uma das grandes preocupações dos pais no inicio do ano letivo, é a forma correta dos seus filhos carregarem a mochila escolar, além do peso ideal e o tipo da mochila correta. Afinal mochilas muito pesadas, carregadas de forma inadequada, podem gerar dores e as tão conhecidas alterações posturais.
Quando os pais forem escolhe a mochila ideal para os filhos, é interessante que opte por mochilas de 2 alças acolchoadas, de alças largas porém que a largura da alça não excedam o tamanho do ombro da criança ou jovem, a altura Idea é aquelas mochilas que não ultrapassam a cintura, fiquem acima dessa região. E sempre deve se carregá-la sobre os dois ombros, nunca pendurar somente em um, pois o peso deve ser distribuídas de forma uniforme, para evitar as alterações posturais, tais como as conhecidas Escolioses, uma alteração, bastante significativa.
As mochilas de rodinhas são pouco indicadas, pois a forma de carregá-las pode se tornar um grande problema. A criança ou jovem devem puxá-las de forma que o tronco não faça uma rotação, mantendo ambos os ombros na mesma altura, e ainda os dedos ao segurarem no carrinho devem está voltados para atrás. E deve ser só utilizada em trajetos curtos. A mochila de carrinho carregada de forma errada pode causar desalinhamento corporal e ainda dores no ombro.
As mochilas de mão ou pasta são indicadas somente quando o peso dela é leve. Mochilas de mão muito pesadas favorece muitas alterações.
Dicas importantes:
·         A mochila não pode ultrapassar 10% do peso da criança, se puder escolher, opte pelo modelo de duas alças e se possível acolchoadas;
·         Deve distribuir bem o peso dentro da mochila, para que não fique somente de um lado;
·         Os alunos devem ser orientados a levar somente o material que será utilizado no dia;
·         As escolas podem ajudar construindo armários, para que os alunos possam deixar alguns pertencem, tais como livros e cadernos;
·         Ainda pode se utilizar um caderno para cada matéria, onde evita levar cadernos muitos pesados, levando somente os cadernos que serão utilizados no dia;
·         Vale lembra que existem os fichários, que podem ser adotados também, onde o jovem leva somente as folhas para a escola, deixando o fichário em casa;
·         Mochilas de 2 alças, podem ainda ter cinto abdominal, para manter a mochila próxima ao corpo, evitando que puxe o estudante para atrás, devido ao peso;
·         Brinquedos podem aumentar o peso das mochilas também, então podem ficar em casa;

E vale sempre lembrar, o cuidado com a saúde, prevenindo desde da fase infantil é essencial para evitar transtornos futuros.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

LER e DORT x Trabalho


As lesões por esforços repetitivos (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORT) são um conjunto de doenças que afetam o sistema nervoso, sistema sanguíneo, sistema tendíneo, muscular e ligamentar dos membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, braços, ombro e coluna cervical) e inferiores (joelhos, quadris e tornozelo) e que têm relação direta com as exigências das tarefas, ambientes físicos e com a organização do trabalho.
As diferenças entre LER e DORT, é que o termo LER é a abreviatura de Lesões por Esforços Repetitivos e consiste em uma entidade, diagnosticada como doença, na qual movimentos repetitivos, em alta freqüência e em posição ergonômica incorreta.
O termo DORT – Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho, conceitua-se as lesões por esforços repetitivos como uma síndrome clínica caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não e alterações objetivas.

As queixas mais comuns do portador de LER - DORT são:
  • Dor localizada, irradiada ou generalizada;
  • Desconforto;
  • Fadiga;
  • Sensação de peso;
  • Formigamento;
  • Dormência;
  • Sensação de diminuição de força;
  • Inchaço;
  • Enrijecimento muscular;
  • Sudorese excessiva nas mãos.
Os fatores de risco não são necessariamente as causas diretas das LER - DORT, mas podem envolvem aspectos biomecânicos, cognitivos, sensoriais, afetivos e de organização do trabalho.

O tratamento da LER – DORT têm início após um diagnosticado correto e deve buscar uma abordagem integrada, ao invés de tratar somente a sintomatologia:
  • Medidas ergonômicas visam à melhoria do espaço físico e dinâmico de trabalho que não induzam ao desenvolvimento da LER – DORT. Por vezes, pequenas adaptações fazem grandes diferenças. As pausas programadas podem ser consideradas atitudes ergonômicas benéficas;
  • Exercícios físicos são benéficos e incluem tanto exercícios aeróbicos, como exercícios de alongamento;
  • Fisioterapia é muitas vezes empregada na redução da dor e na recuperação da função e dos movimentos do membro afetado pela LER – DORT;
  • Medicamentos são utilizados para alívio da dor aguda e crônica. Devem ser utilizados com cautela e recomendação médica;
  • Intervenção Cirúrgica é indicada para casos associados a mal formações e deformidades ósteo-musculares irreversíveis ao tratamento medicamentoso e fisioterápico.
A prevenção da LER – DORT, é através:
  • Identificação de tarefas, ferramentas ou situações que causam dor ou desconforto;
  • Faça revezamento nas tarefas;
  • Procure aprender outras tarefas que exijam outros tipos de movimento;
  • Faça pausas obrigatórias de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados;
  • Auxilie na identificação das posições incorretas e forçadas no trabalho. Ao mesmo tempo, procure dar sugestões sobre o que fazer;
  • Informe claramente à sua chefia quando o tempo determinado para realizar uma tarefa for reduzido;
  • Diante dos sintomas de dor ou formigamento nos membros superiores, procure um médico;
  • Procure conhecer os recursos de conforto do seu posto de trabalho;
  • Procure adotar as posturas corretas;
  • Levante-se de tempos em tempos, ande um pouco, alonga-se, faça movimentos contrários àqueles da tarefa.